Autora: Vanessa dos Santos Tavares

Orientadora: Evelise Maria Labatut Portilho

Resumo: Há décadas que as práticas de avaliação das aprendizagens vêm sendo discutidas por diversos pesquisadores brasileiros e estrangeiros. No entanto, poucos estudos abordam a relação entre avaliação e registro, seus significados e sentidos. Esta dissertação teve por objetivo identificar os sentidos e significados da avaliação e registro para 18 professores de escolas públicas do município de Colombo (PR), participantes de um Programa de Formação Continuada, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Aprendizagem e Conhecimento na Formação Docente da PUCPR. Trata-se de uma pesquisa qualitativa sob o enfoque da fenomenologia hermenêutica. Os instrumentos utilizados foram os diálogos nas rodas de conversas do sétimo encontro do Programa de Formação Continuada e a entrevista semiestruturada. O estudo teve como principais referências os seguintes autores: Luckesi (2006); Vasconcellos (2003); Alavarse (2013, 2014); Hoffmann (2012, 2013); Villas Boas (2009); Veiga (1997); Hadji (2001); Nevo (1998); Nóvoa (1995); Vygotsky(1998); Warschauer (1993). Com base nos dados obtidos, o registro apareceu tendo como significado de algo penoso e burocrático, explicitando a falta de hábito para escrever, vinculado à falta de tempo e ao excesso de atividade docente. Dos sentidos do registro identificou-se a importância da partilha de informações sobre o desempenho do estudante e para ajudar a memória. Observouse a preocupação docente em ser justo com o estudante e a segurança do trabalho quando é necessário apresentar respostas aos pais e à comunidade escolar. No que se refere aos significados da avaliação, destacam-se, nestes professores, a preocupação em preparar estudantes para avaliações externas, o feedback como importante elemento nas práticas avaliativas e a tradicional prova escrita como instrumento que prevalece. Dos sentidos da avaliação se destacou a relação de poder presente na cultura escolar. Por outro lado, deixam explícito suas tentativas de romper com modelos autoritários de avaliação classificatória. Assim, destaca-se a importância da formação continuada, que proporcione ao professor reflexão sobre suas práticas avaliativas.

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